Trump pede fim imediato dos ataques entre Israel e Irã e diz que acordo está próximo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (8) o encerramento imediato das hostilidades entre Israel e Irã, em meio à nova escalada militar envolvendo os dois países.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que ambos os lados precisam interromper os ataques e declarou que negociações para um acordo definitivo estariam avançando.

“Israel e Irã devem cessar imediatamente os disparos”, escreveu o presidente norte-americano. Em seguida, acrescentou que representantes dos dois países estariam buscando um cessar-fogo imediato e que as conversas finais para um entendimento de paz estariam em andamento.

A declaração ocorre após um novo capítulo da tensão no Oriente Médio. No domingo (7), Israel informou que o Irã lançou mísseis contra território israelense. Segundo autoridades iranianas, a ação ocorreu como resposta a bombardeios israelenses realizados nos subúrbios ao sul de Beirute.

O episódio marcou a primeira troca direta de ataques desde o cessar-fogo firmado entre os dois países em abril, aumentando a preocupação internacional sobre uma possível retomada do conflito em larga escala.

Antes da nova ofensiva israelense, Trump afirmou ao site Axios que pretendia conversar com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para evitar uma resposta militar que pudesse comprometer as negociações diplomáticas.

Apesar dos apelos, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram, durante a madrugada desta segunda-feira, ataques contra alvos militares iranianos nas regiões oeste e central do país. Horas depois, o Exército israelense informou ter realizado uma nova operação de grande escala contra sistemas estratégicos de defesa aérea de Teerã.

Segundo comunicado das IDF, os bombardeios tiveram como objetivo neutralizar estruturas utilizadas pelo governo iraniano para reconstruir capacidades militares consideradas degradadas durante operações anteriores.

A nova troca de ataques aumenta a pressão sobre os esforços diplomáticos internacionais para impedir uma escalada ainda maior da crise na região.

 

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