No primeiro discurso após a reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende mudar a forma de governar o Brasil, ampliar a participação popular nas decisões e investir em tecnologia, educação, saúde e segurança pública.
Com 100% das urnas apuradas, Lula recebeu mais de 64,2 milhões de votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Durante o pronunciamento em São Paulo, ele também anunciou que pretende ampliar a comunicação direta com a população por meio das plataformas digitais.
“Vamos fazer o povo participar mais das nossas decisões. Quero dizer que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo”, declarou.
Economia digital e inteligência artificial
Lula afirmou que pretende transformar a economia digital em um dos eixos do novo governo, aproveitando o potencial brasileiro de geração de energia renovável para atrair centros de processamento de dados, conhecidos como datacenters.
O presidente também defendeu a criação de uma inteligência artificial brasileira e disse que pretende ampliar os investimentos em matemática, engenharia e outras áreas estratégicas para reduzir a dependência tecnológica de outros países.
Educação e regulamentação das big techs
Na educação, Lula prometeu avançar na ampliação do ensino em tempo integral até o ensino médio, reforçar o programa Pé-de-Meia e expandir iniciativas de apoio financeiro aos estudantes universitários.
O presidente também defendeu a regulamentação das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs. Segundo ele, será necessário estabelecer regras para responsabilizar empresas por crimes praticados no ambiente digital e evitar interferências no processo eleitoral.
Modernização do SUS
Na área da saúde, Lula prometeu investir na modernização do Sistema Único de Saúde (SUS), com melhorias no tratamento de câncer nos hospitais públicos e ampliação do uso de tecnologias no atendimento.
O presidente citou a construção de um hospital inteligente em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), financiado pelo Banco do Brics, e anunciou a intenção de implantar 15 unidades de terapia intensiva (UTIs) inteligentes no país.
Segurança pública
Lula também defendeu maior participação do governo federal no enfrentamento à criminalidade. Sem citar diretamente a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em tramitação no Senado, afirmou que os estados precisam de maior apoio para lidar com o problema.
O presidente sustentou que a segurança pública deve ser tratada de forma integrada entre União e estados e prometeu medidas para ampliar a proteção dos trabalhadores e combater a criminalidade.

