DCM aponta suposto acordo entre Editora Abril e Flávio Bolsonaro para ampliar TV aberta

A Editora Abril teria negociado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a concessão de um canal de televisão aberta em troca da divulgação de acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi publicada pelo site Diário do Centro do Mundo (DCM), que afirma que a proposta buscava ampliar a atuação da revista Veja para a TV aberta, nos moldes da Jovem Pan.

Segundo o DCM, a negociação envolveria a publicação de relatos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro sobre o suposto financiamento do documentário sobre Lula, dirigido por Oliver Stone. A existência desse acordo, porém, não está comprovada pelas informações apresentadas no relato.

Áudio atribuído a Vorcaro é alvo de questionamentos

A revista Veja publicou áudios atribuídos a Vorcaro nos quais ele teria afirmado que contribuiu financeiramente para o filme sobre Lula. No trecho divulgado, o ex-banqueiro diz que teria investido na produção, mas que o repasse teria ocorrido “por fora”.

De acordo com o material, a perícia da Polícia Federal no celular de Vorcaro não encontrou registros de pagamentos ou patrocínios destinados ao documentário. A Veja também noticiou a suposta existência de um documento com detalhes de R$ 30 milhões em pagamentos em espécie à produção. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, conforme o relato, negaram a existência desse registro e afirmaram desconhecer o áudio.

O advogado Daniel Bialski, que representa Vorcaro, declarou ao Correio Braziliense que o ex-banqueiro não prestou novo depoimento à Polícia Federal sobre o assunto durante sua atuação na defesa.

Negociações envolvendo filme sobre Bolsonaro

Em outra frente, mensagens recuperadas por investigadores indicariam tratativas financeiras relacionadas a produções sobre Jair Bolsonaro e Michel Temer. Segundo o Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro intermediou negociações de US$ 24 milhões com Vorcaro para a cinebiografia Dark Horse, dos quais US$ 10,6 milhões teriam sido pagos.

A campanha de Lula classificou a publicação como uma farsa supostamente articulada por Flávio Bolsonaro e Vorcaro. A equipe jurídica do presidente informou que pretende apresentar queixa-crime contra o ex-banqueiro e entrar com ação indenizatória contra a revista.

O material apresentado não inclui manifestação da Editora Abril ou do senador sobre a suposta negociação para a concessão de um canal de televisão aberta.

 

 

 

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