Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, que classifica as facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida havia sido anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, no dia 28 de maio e passou a valer após publicação oficial no Federal Register.
A classificação permite ao governo norte-americano ampliar sanções financeiras, restringir transações ligadas às facções e endurecer mecanismos de cooperação internacional no combate ao crime organizado.
O governo brasileiro reagiu à decisão e manifestou preocupação com possíveis impactos sobre a soberania nacional. Integrantes da administração federal defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer por meio da cooperação internacional e do respeito à autonomia dos países.
Especialistas também apontam possíveis reflexos econômicos e diplomáticos. Entre as preocupações estão eventuais efeitos sobre investimentos, comércio exterior, sistema financeiro e relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.
A medida ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países. Nos últimos dias, o governo Trump também anunciou a intenção de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros e fez críticas a políticas econômicas adotadas pelo Brasil, incluindo o sistema de pagamentos Pix.
Apesar da classificação, autoridades brasileiras defendem que PCC e CV devem continuar sendo tratados como organizações criminosas transnacionais, e não como grupos terroristas, posição que tem sido reiterada pelo governo federal desde o anúncio da medida.

