Os pesquisadores dividiram os anos analisados em três grupos, considerando condições climáticas, intensidade das atividades humanas e volume de emissões. O primeiro, marcado por períodos mais úmidos e menor pressão humana, apresentou emissão média anual de 408 milhões de toneladas de CO₂. Nos outros dois grupos, os volumes chegaram a 1,58 bilhão e 1,80 bilhão de toneladas por ano, respectivamente.
Segundo o estudo, os resultados indicam que o aumento das atividades humanas está associado a emissões mais elevadas. As secas e as altas temperaturas também agravam o problema, ampliando os impactos do desmatamento e da queima de biomassa.
A pesquisa analisou ainda 46 anos de dados climáticos e identificou redução de 8% na precipitação média anual e queda de 20% no volume máximo de chuvas durante a estação seca, entre agosto e novembro.
No mesmo período, a temperatura média anual aumentou 1,13 °C. Durante a estação seca, a elevação chegou a 1,81 °C.
Para os pesquisadores, a redução dos incêndios é fundamental para diminuir as emissões e evitar que a Amazônia alcance um ponto de inflexão climático e ambiental.

