Segundo as entidades, os bloqueios ocorreram simultaneamente em 6 de outubro, sem aviso prévio ou apresentação de justificativa. Foram atingidas as contas do Centro Acadêmico André da Rocha (@caarufrgs), do Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (@sajudaufrgs), do Diretório Acadêmico de Economia, Contábeis e Atuariais (@ufrgsdaeca), ligados à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (@dceufcspa).
As entidades afirmam que as suspensões ocorreram após a publicação de conteúdos convocando estudantes para assembleias universitárias e manifestações públicas em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
MPF questiona bloqueios na Justiça
Para tentar reverter as suspensões, o Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (Saju), da Faculdade de Direito da UFRGS, ajuizou uma ação civil pública contra a empresa.
O MPF sustenta que a retirada das contas pode configurar censura e prejudicar tanto a mobilização estudantil quanto o acesso à assistência jurídica gratuita oferecida pela entidade universitária.
Apesar da decisão judicial, as contas continuavam suspensas até a tarde deste sábado (17).
Campanha de Lula questiona atuação da inteligência artificial da Meta
O caso ocorre em meio a outros questionamentos envolvendo as plataformas da empresa durante o período eleitoral. Na quarta-feira (14), a campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após usuários relatarem diferenças no funcionamento da inteligência artificial integrada ao WhatsApp.
Segundo as reclamações, a ferramenta restringia a criação de conteúdos relacionados a Lula, mas permitia gerar imagens associadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), também candidato à Presidência.
A iniciativa também questionou possíveis restrições na distribuição de publicações envolvendo os candidatos nas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp.
Na sexta-feira (16), o TSE decidiu, por unanimidade, manter a determinação individual do ministro Marco Aurélio Belizze que proíbe a Meta de restringir a entrega de postagens relacionadas aos candidatos à Presidência. A medida busca garantir igualdade de condições entre os concorrentes.
Procurada sobre a decisão envolvendo as entidades estudantis, a Meta informou que não irá se manifestar.

