PF cancela passaportes de Flávio Bolsonaro após descumprimento de decisão judicial

A Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes comum e diplomático do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o descumprimento da determinação judicial que exigia a entrega dos documentos. Até o momento, não havia registro formal de saída do parlamentar do Brasil.

A PF também deverá comunicar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre o não cumprimento da ordem.

A medida ocorre em meio a notícias de que Flávio teria atravessado a fronteira com a Argentina utilizando documento de identidade e pretendia seguir para os Estados Unidos em um jato particular. O site argentino Infobae informou que o senador estaria em Puerto Iguazú, mas a suposta viagem não havia sido confirmada oficialmente.

Segundo a publicação, a aeronave seria um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A. A imprensa argentina também informou que não havia registro da entrada de Flávio no país.

Investigações no STF

Flávio Bolsonaro é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF. Um deles apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, em um caso relacionado a plataformas de apostas. O outro investiga questões ligadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio nega irregularidades.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos

O irmão do senador, Eduardo Bolsonaro, está nos Estados Unidos e tem um mandado de prisão em aberto no Brasil, segundo informações da Agência Brasil. O ex-deputado federal foi condenado a quatro anos de prisão por sua atuação em articulações relacionadas a sanções contra autoridades brasileiras e tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos do país.

Na semana anterior, Eduardo havia defendido que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição presidencial.

PL reconhece vitória de Lula

Embora Flávio não tenha reconhecido a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro discurso após a apuração, o Partido Liberal reconheceu publicamente o resultado nesta terça-feira (27).

Lula foi reeleito presidente com uma diferença superior a 4,4 milhões de votos, segundo os dados citados na reportagem.

 

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