O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa (PSB), respondeu nesta terça-feira (21) às declarações do prefeito de Manaus, Renato Junior (Avante), e negou que a greve dos rodoviários tenha sido provocada pelo impasse envolvendo o pagamento do vale-estudantil. Segundo ele, a paralisação teve origem em questões trabalhistas, principalmente no atraso de salários dos motoristas e cobradores.
Durante coletiva de imprensa, Serafim afirmou que o Governo do Amazonas fará o repasse de R$ 18 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), referentes aos meses de março a julho de 2026, para cumprir a decisão judicial relacionada ao benefício estudantil.
O vice-governador explicou que a Justiça determinou o pagamento de R$ 2,50 por passagem, enquanto o Sinetram defende o valor da tarifa técnica, de R$ 8, o que teria impedido a liberação dos recursos. Ainda de acordo com ele, o convênio entre Estado e Prefeitura foi encerrado em 2025, tornando a relação sobre o benefício exclusivamente entre o Governo do Amazonas e o Sinetram.
Ao comentar as declarações de Renato Junior, que afirmou não ter conseguido contato com o governador Roberto Cidade, Serafim rebateu dizendo que o Executivo estadual mantém diálogo com todos os prefeitos que procuram o governo e negou qualquer indisposição política.
Enquanto o embate entre Estado e Prefeitura ganha novos capítulos, a discussão sobre o financiamento do transporte coletivo continua, embora o Governo sustente que a greve dos rodoviários tenha sido motivada por questões salariais, e não pelo vale-estudantil.

