O maior avanço ocorreu no sábado (10), quando o estado contabilizou 494 novos focos, o maior número registrado desde o início de outubro. No mesmo dia do ano passado, não houve novos focos detectados no território amazonense.
No domingo (11), os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram áreas do estado e identificaram incêndios em regiões florestais de difícil acesso.
Segundo Capobianco, os focos podem ter sido provocados intencionalmente por ação humana, com a finalidade de degradar a floresta e preparar áreas para futuros desmatamentos. O ministro ressaltou que os responsáveis por práticas criminosas precisam ser punidos.
Fumaça provoca alerta e municípios entram em emergência
A intensificação das queimadas elevou a concentração de fumaça e levou a Defesa Civil de Manaus a emitir, na sexta-feira (9), um alerta sobre os riscos à saúde. A situação também resultou no reconhecimento sumário da emergência em 36 municípios do Amazonas.
Uma força-tarefa formada pelos governos municipal, estadual e federal atua no enfrentamento dos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou seis aeronaves para a região: quatro aviões Air Tractor, usados no lançamento de água, e dois helicópteros. A operação conta ainda com 290 brigadistas.
De acordo com Jair Schmitt, presidente do Ibama, os aviões Air Tractor são equipamentos específicos para o combate a incêndios florestais e podem lançar cerca de 3 mil litros de água por operação.
No domingo, outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram ao estado para reforçar as ações, a pedido da Defesa Civil. A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) também presta apoio aos municípios que decretaram situação de emergência.
Atendimento à população também preocupa autoridades
O ministro Waldez Góes afirmou que o governo do Amazonas está coordenando as demandas dos municípios para organizar a atuação da defesa civil nos territórios atingidos.
Além do combate direto às chamas, as autoridades destacam a necessidade de garantir assistência humanitária e atendimento médico às pessoas afetadas pelos incêndios. Segundo o ministro, a resposta envolve tanto a mobilização de equipes para apagar o fogo quanto o suporte à população que enfrenta os efeitos das queimadas.
Fonte dos dados sobre incêndios: painel Queimadas, do Inpe.

