As medidas bloqueiam eventuais ativos do TPI sob jurisdição americana e estabelecem prazo de seis meses para que empresas e pessoas físicas dos Estados Unidos encerrem relações comerciais com a Corte.
Em comunicado assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, o governo afirmou que Trump não permitirá que o tribunal processe cidadãos americanos. Washington acusa o TPI de agir de forma politizada e de tentar responsabilizar americanos e israelenses por supostos crimes de guerra, o que considera injusto e ilegal.
A vice-procuradora do TPI, Nazhat Shameem Khan, condenou as sanções e afirmou que elas não interromperão o trabalho da instituição. Em comunicado, o tribunal pediu que seus países-membros garantam a continuidade das atividades e classificou a decisão americana como uma tentativa de obstruir a Justiça internacional.
Pressão de Washington contra o tribunal
A nova medida dá continuidade à campanha de pressão iniciada por Trump em julho, quando o presidente acusou o TPI de representar uma ameaça à soberania dos Estados Unidos e prometeu novas sanções contra integrantes da Corte.
Navi Pillay, que liderou investigações relacionadas a possíveis acusações contra tropas americanas no Iraque e no Afeganistão, também fez uma referência irônica a Trump durante seu primeiro discurso após receber o Nobel. Ela brincou que poderia dividir o prêmio com o presidente americano, em alusão à medalha do Nobel da Paz que a opositora venezuelana María Corina Machado entregou ao republicano no ano passado.

